Cena 2: Da mistura entre autoridade, história, memória e simplicidade
- Esse texto
- 26 de fev.
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Atualizado: 14 de mar.
Algo que fica da cena performativa contemporânea de Portugal

Antes de dormir, escreve no papel:
Três tarefas para a cena contemporânea e dezoito derivações (digressões).
Exibir o passado no presente e apresentá-lo ao futuro como um animal vivo.
Olhar a autoridade nos olhos.
Desaprender com a simplicidade.
Exibir o futuro no presente e apresentá-lo ao passado com simplicidade.
Olhar o animal vivo nos olhos.
Desaprender com a autoridade.
Exibir a autoridade do passado no presente e apresentá-la a um animal vivo.
Olhar a simplicidade nos olhos.
Desaprender o presente.
Exibir um animal vivo no presente e apresentá-lo como autoridade.
Olhar para a simplicidade do futuro.
Desaprender com os olhos.
Exibir a simplicidade no presente e apresentá-la aos olhos como passado.
Olhar o futuro nos olhos.
Desaprender como um animal vivo.
Exibir os olhos da autoridade e apresentá-los como um animal vivo.
Olhar o passado no presente.
Desaprender com o futuro.
Exibir a autoridade nos olhos e apresentá-la como passado a um animal do futuro.
Olhar os olhos da simplicidade.
Desaprender com o presente vivo.

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PROGRAMA DE ESCRITA
Gustavo Colombini, a partir da leitura e do estudo de textos críticos da Esse texto (O singelo supérfluo, Animal vivo e A priori), compôs uma reflexão buscando manifestar uma questão central da cena performativa contemporânea de Portugal. Os três textos estudados pelo autor foram atribuídos de modo aleatório, mesclando textos das três primeiras edições da revista.
Após criar o texto, Colombini e Diogo Liberano fizeram uma leitura que gerou posteriores aprimoramentos na escrita. Por fim, juntos, os editores buscaram identificar e nomear a questão abordada, fazendo dela o título desse texto.
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